Provaveis Origens da Maçonaria

PROVÁVEIS ORIGENS

 

A provável origem da maçonaria tem provocado variadas versões entre os inúmeros historiadores.

As opiniões prevalecem em torno da hipótese sobre a constituição das Corporações de Construtores na Idade Média.

Essas agremiações reuniram a maioria dos profissionais voltados para a elaboração de projectos e para a construção de templos e palácios.

Paralelamente na bibliografia sobre economia social, os pesquisadores destacam dois períodos da Idade Média como fundamentais na organização das relações comerciais e profissionais da época. Um, a Baixa Idade Média que mostrou uma actividade económica pujante apoiada na agricultura sustentada no regime feudal. O comércio com papel secundário. O outro período, a Alta Idade Média, marcada pelo surgimento das corporações de Ofício, com o objectivo de regular preços, salários, quantidades produzidas e a especificação de produção.

A maior parte dessas corporações foram influenciadas pelas alterações das condições do mercado da mão de obra e, gradativamente, alteraram suas actividades e finalidades. Se distanciaram do papel de representatividade das classes que congregavam e se encaminharam para modelos de entidades com fins assistenciais.

Mais tarde, rumaram na direcção das iniciativas com conteúdos culturais, políticos e religiosos.

A maçonaria que delas se originou, optou por diferentes procedimentos litúrgicos, conforme substratos conceituais das comunidades praticantes.

Nas regiões lideradas pela Grã-Bretanha predominou o simbolismo religioso associado ao cientificismo empírico, na França e na Alemanha, teve preferência o simbolismo esotérico e o racionalismo judaico cristão.


SISTEMAS RITUALISTAS


Os ritos maçónicos são conjuntos de regras e procedimentos empregados nos cerimoniais litúrgicos das Lojas, que empregam símbolos e lendas para representarem princípios de moral e ideias conceituais.

Embora os Maçons afirmem se tratar de propósito primordial da corporação o respeito às preferências político partidárias e religiosas dos seus Obreiros, estimulando discussões sobre os temas, não desconhecem, no entanto, que os ritos são espelhos de movimentos colectivos empreendidos por sectores da sociedade, vinculados a uma religião e ou a escolas filosóficas e culturais, em evidência nos séculos XVII e XVIII.

São muitos os factores de época e de conhecimentos que contribuíram para a configuração dos principais rituais maçónicos. Em meados do século XVIII foram criados sistemas que organizaram ritualmente a Maçonaria. Na França, por exemplo, surgiram mais de 75 desses sistemas. A partir de 1760 começou o período de implantação da metodologia interna da Maçonaria. Foram elaborados ritos por justaposição ou por fusão de sistemas. Somente após essa fase é que apareceram rituais manuscritos para a formalização dos procedimentos como um culto.

No final do século XVII a maçonaria tinha dois graus: Aprendiz e Companheiro, dirigidos por um Companheiro mais experiente e capacitado, eleito o Mestre da Loja.

O primeiro documento relativo a um terceiro grau data de 1711, seis anos antes da fundação da Grande Loja de Londres, a primeira federação de Lojas que surgiu no mundo, formada por quatro Lojas, que, até então, reuniam-se de modo autónomo e livre de hierarquia institucional.

Em 1740 algumas Lojas admitiram e outorgaram mais de três graus. Seguiu-se um período de intensificação dessa prática, que teve um incremento inicial na França e na Alemanha e, a seguir, na Inglaterra.


A PRIMEIRA GRANDE LOJA

A primeira federação que reuniu as Lojas maçónicas sob uma obediência colectiva institucional, foi a Grande Loja de Londres, fundada em 24 de Junho de 1717, através da associação participativa de quatro Lojas que, até essa data, se reuniam de modo independente.

Não havia rito com graus sequenciais como temos no presente. Duas cerimónias apenas, faziam parte da caminhada evolutiva do maçom no seu processo Iniciático: a Recepção a um Candidato e a Passagem do Aprendiz para o Grau de Companheiro.

Além dessas, um evento especial, que era realizado uma vez ao ano após a eleição de um Companheiro para a presidência da Loja, marcava a exaltação do mesmo à condição de Mestre Instalado no cargo. O grau de Mestre Maçom ainda não havia sido criado.

Para os líderes da fundação da Grande Loja, a maçonaria era um culto secreto destinado a conservar e difundir a crença na existência de Deus, ajudar os maçons a ordenarem sua vida e orientarem o seu procedimento, segundo os princípios de sua religião.

Posteriormente, a ideia sobre fé religiosa tornou-se menos rígida entre os maçons anglo-saxões, que, não obstante, continuaram admitindo apenas os crentes monoteístas.

Valorizavam, essencialmente, a presença do Livro das Sagradas Escrituras durante os trabalhos, como símbolo da vontade revelada de Deus. O pensamento nuclear do maçom inglês hoje é a prática de uma moral capaz de unir todos os homens, sejam quais forem suas crenças.

 

Fonte: construtoresdavirtude

 
 
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