MAÇON FEMININA POR MERO ACASO

 

Conhece-se pouco da vida de Elizabeth Aldworth e esta seria apenas mais uma anónima na história, não fosse o destino intervir.

Muito embora existam versões diferentes e até algumas delas contraditórias, há uma delas que é a mais conhecida e que foi publicada em 1895 e que descreve desta forma o sucedido:

Numa tarde de inverno na sua terra natal, Irlanda, Elizabeth, com apenas 17 anos, filha de Lord Doneraille, um ilustre franco-maçon, adormecera a ler na biblioteca da casa.

Enquanto dormia, o seu pai recebia em segredo os seus irmãos maçons em sua casa, numa sala contígua à biblioteca, para oficializar o ritual de iniciação maçonico de um novo membro.

Acordando com o som das vozes, decidiu-se a espreitar pela parede, movida pela curiosidade, pois sabia que não eram esperados convidados em casa, naquela tarde.

Retirando um tijolo da parede, assistiu a todo o ritual de iniciação maçónico.

Tomando consciência que tinha visto demais, decidiu retirar-se e guardar segredo, mas já era tarde demais, pois tinha sido descoberta por um membro maçon.

Apercebendo-se da gravidade da questão, pois os segredos da iniciação jamais poderiam ser conhecidos por profanos, não restou outra alternativa aos membros daquela reunião, que não fosse oferecer a Elizabeth a única saída possível, deveria ela mesmo converter-se numa franco- maçon.

Tornou-se então a primeira mulher franco-maçon de que há registo, ficando conhecida como The Lady Fremason.

Tudo indica que terá sido um membro extremamente ativo, destacando-se pela caridade e altruísmo, fazendo questão de ser sempre retratada com as suas ferramentas de maçon.

Estavam dados os primeiros passos para se abrirem as portas para a maçonaria feminina.

Por Carolina Marquês

 

 
 
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